quinta-feira, 30 de maio de 2013

Grupo Desportivo Cova-Gala fecha as portas em Junho



Ao que tudo indica realizou-se hoje, pelas 19horas e 30 minutos, na sede do Grupo Desportivo Cova-Gala e na presença de seis sócios a ultima a Assembleia-Geral do clube.

Na ausência da apresentação de novos corpos sociais ficou claro que o Grupo Desportivo Cova-Gala vai fechar as portas em Junho: “ o Cova-Gala vai fechar as portas em Junho. Esta direção não vai continuar”, afirmou Rute Silva secretária e tesoureira do clube.

Os atletas da equipa da margem sul vão continuar a treinar até junho tendo em vista os torneios para os quais foram convidados, porem não vão usufruir das infraestruturas do clube, nomeadamente dos balneários como explicou Carla Polónia, vice-presidente do clube: “ os miúdos podem treinar no campo, mas os balneários vão estar fechados. Temos que dar baixa da luz e da água…” explicou a vice-presidente.

Para o próximo mandato estava estipulado a inscrição de cinco equipas, a referir: Traquinas, Infantis, Benjamins, Iniciados e Juvenis que tinha um custo total de 352 euros ao clube.

Rute Silva, acusou o presidente da Junta de Freguesia de S.Pedro de falta de apoio ao clube: “ O presidente de Junta, Carlos Simão pouco ou nada fez estes dois anos. Aliás, está a fazer um sintético aqui ao lado”, disse.

Está em cena o pior cenário para o Grupo Desportivo Cova-Gala. Um clube de “bairro”, mas com história. Um clube que formou alguns craques, mas muitos Homens…

Hoje, assinala-se pela primeira vez o Dia do Corpo de Deus sem feriado

O Governo decidiu suspender dois feriados religiosos e dois civis, com o objectivo de aumentar os esforços para superar a crise económica. Assim, as celebrações do Corpo de Deus passam a ser feitas no domingo. 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Navio "Tomar" retido no porto da Figueira por falta de combustível

"Um navio de carga está retido desde o dia 20, junto ao porto de pesca, na zona conhecida como “Duques de Alva”, por falta de verba para combustível. A bordo, seis tripulantes (incluindo o comandante), que aguardam o desenrolar da situação."

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pode um homem sozinho dar cabo de um país?


«Pode, se o deixarem à solta: é o que Vítor Gaspar está há quase dois anos a tentar fazer a Portugal. Ele dará cabo do país e não deixará pedra sobre pedra se não for urgentemente dispensado e mandado regressar à nave dos loucos de onde se evadiu. (...)

Gaspar não sabe sair do desastre em que nos meteu e, como um timoneiro de uma nave em rota de perdição, ele já não vê nem passageiros nem carga, ou empregos e vidas a salvar: prefere que o navio se afunde com todos e ele ao leme. Sem sobreviventes nem testemunhas. (...)

Sim, incompetência: porque o mais extraordinário de tudo é pensar que Vítor Gaspar impôs ao país uma política de austeridade suicida que o conduziu a uma das maiores recessões da sua história e sem fim à vista e, em troca, não conseguiu as duas [coisas] que ele e os demais profetas da sua laia de fanáticos juravam ir alcançar sobre as ruínas do país: nem fez a reforma do estado nem controlou o crescimento da dívida pública – pelo contrário, perdeu-lhe o controlo. (...)

É assim que Vítor Gaspar governa o país, perante a aquiescência do primeiro-ministro e a cumplicidade do Presidente da república. Eles sustentam que tudo fará sentido e valerá a pena no dia em que Portugal regressar aos mercados. Não é um sonho, é um delírio: quanto mais o PIB cai mais sobe a dívida pública, calculada em percentagem do PIB. (...)

Mesmo com um Governo italiano arrastando ainda e uma vez mais o fantoche de Berlusconi, mesmo com uma França chefiada pelo triste Hollande ou uma Espanha chefiada pelo incapaz Rajoy, mesmo com a Grécia de Samaras, a Europa do sul está finalmente a mover-se, por instinto de sobrevivência. Sem perder tempo, Lette foi direito à origem do mal: a Berlim e a Bruxelas. Ele não fará abalar Angela Merkel nas suas convicções e interesses próprios e não conseguirá também fazer com que Durão Barroso deixe de oscilar conforme o vento, até ficar tonto. Mas, se conseguir unir o sul e juntar-lhe outros povos acorrentados pelos credores e condenados à miséria, enquanto o norte prospera sobre a ruína alheia, de duas uma: ou a Europa se reconstrói como uma livre associação de Estados livres ou implode às mãos da Alemanha. Qualquer das soluções é melhor do que esta morte lenta a que nos condenaram. (...)

É claro que nada disto dá que pensar a Vítor Gaspar, que vem de outro planeta e para lá caminha, nem a Passos Coelho, que estremece de horror só de pensar que alguém possa desafiar a autoridade da sua padroeira alemã. Nisso também tivemos azar: calhou-nos o pior país para viver esta crise. Mas este Governo vai rebentar, tem de rebentar. Porque a resposta à pergunta feita acima é não. Não, um homem sozinho não pode dar cabo de um país com quase nove séculos de história.»

(by Miguel Sousa Tavares in Expresso)

Joana&André